Terça-feira, 09 de fevereiro de 2010
 

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Rumo ao crescimento

Nas duas primeiras semanas de Janeiro, estudamos a importância dos alvos, a necessidade de olharmos para o Senhor Jesus e encararmos os obstáculos, de dividirmos a carga como os irmãos. Estudamos também algumas decisões que deveriam nos impulsionar neste novo ano: colaborar na defesa do evangelho e exercer a cidadania de maneira cristã, não nos intimidando por aqueles que se opõem a nós e dando testemunho d?aquEle a quem servimos, Jesus.

No capítulo 2 da carta de Paulo aos filipenses, vamos nos deparar, mais uma vez, com orientações sobre como devemos nos portar com a ?família da fé? e com os de fora, com os que não abraçam a mesma fé.
Podemos, então, dividir esse texto em 2 partes: atitudes com os de dentro e atitudes com os de fora. Uma das definições para a palavra atitude, conforme o dicionário Aurélio, é maneira de ser diante de pessoas, objetos, situações, que parece estar mais adequada ao texto de Filipenses.

1.Como deve ser a nossa atitude com os de dentro?
?Se, por estarmos em Cristo nós temos alguma motivação, alguma exortação de amor, alguma comunhão no Espírito, alguma profunda afeição e compaixão, completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude. Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros. Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus...? (Fp 2.1-5)

Paulo destaca que o que os une, o fato de estarem em Cristo, é muito maior do que pequenas diferenças que poderiam existir entre eles. Essas diferenças deveriam ser tratadas com amor, compaixão e as exortações deveriam ser exercidas da mesma maneira. O fato de terem sido conquistados por Jesus fez toda a diferença na vida dos filipenses e é isso que Paulo quer demonstrar. Se estamos em Cristo, nossa motivação deve ser glorificar Seu nome com o que fazemos e como lidamos uns com outros. Por isso, não há espaço para ambições egoístas ou vaidade.
Podemos perceber a mesma preocupação de Paulo em Romanos 14:19: ?Por isso, esforcemo-nos em promover tudo quanto conduz à paz e à edificação mútua? e Romanos 15:5-7: ?O Deus que concede perseverança e ânimo dê-lhes um espírito de unidade, segundo Cristo Jesus, para que com um só coração e uma só voz vocês glorifiquem ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.?

Para que sejamos um com os irmãos, è fundamental termos Jesus como nosso espelho: Ele se submeteu a Deus, se humilhou, se deu, a fim de que todos o adorem e reconheçam Sua soberania. A unidade da Igreja leva à glorificação do nome de Jesus, atrai as pessoas a Ele e nos leva, enquanto igreja a percebermos nossa dependência e nossa necessidade d´Ele.

Um exemplo de como a unidade constrói está nesse episódio dos tsunamis na Ásia. Vários voluntários de diversos países foram às regiões afetadas pelo maremoto para oferecerem sua ajuda. A TV mostrou um voluntário australiano que se queixava de cansaço, trabalho pouco produtivo e pouco efetivo. Por quê? Ele mesmo apontou as razões: ninguém sabia o que deveria fazer, não havia voz de comando, cada um fazia o que achava que deveria ser feito. Com isso, ele tinha a impressão de que tão pouco havia sido feito, quando poderia ter sido feito tanto! Ele se desgastava, olhava para os lados e percebia que, se houvesse união, o resultado seria tão mais rápido. Ainda nesse incidente, percebemos a unidade através da ajuda humanitária: países politicamente rivais estavam juntos, cooperando por uma causa, a ajuda aos outros. Acima da diferenças, estava um alvo maior: diminuir o sofrimento, ajudar na reconstrução da vida e da região.

Nós, cristãos, também temos uma causa maior a nos mover: a expansão do Evangelho, tornar o nome do Senhor Jesus conhecido, para que as pessoas tenham os olhos abertos, sejam libertas de cadeias que as oprimem, sejam restauradas, encontrem a paz e o sentido para a vida. A unidade, por isso, é fundamental. A ambição egoísta, o cuidar apenas de seus interesses, o olhar somente para si dificulta o alcance de nosso alvo e, muitas vezes, adia uma série de mudanças que o Senhor Jesus gostaria de operar em nossas vidas. Às vezes, Ele quer nos ensinar a ouvir, a encontrar argumentos, a dividir, a pensar de uma outra maneira e tudo isso só é possível quando há diferença.
Como lidar, então, com os de dentro? Exortando com amor e compaixão, servindo os irmãos.

2.Como deve ser a nossa atitude com os de fora?
E com aqueles que não abraçam a mesma fé no Senhor Jesus? Como devemos agir? Vejamos o texto a seguir:

?Assim, meus amados, como sempre vocês obedeceram, não apenas na minha presença, porém muito mais agora na minha ausência, ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor, pois é Deus quem efetua em voc Deus quem efetua em vpois e svocs de fora?
aixrgumentos, a dividir, a pensar de uma outra maneira e tudo isso s, desacedeiasês tanto o querer, quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele. Façam tudo sem queixas nem discussões, para que venham a tornar-se puros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no universo, retendo firmemente a palavra da vida.? (Fp 2.12-16)

Paulo orienta os filipenses a desenvolverem a salvação. Ele mostra que esse processo é ativo e passivo. Esse desenvolvimento depende da ação de Deus em nós. Deus é quem trabalha em nossas vidas e nos capacita a vivermos em santidade, a sermos luz. Entretanto, também temos nossa responsabilidade no processo, devemos nos esforçar para sermos santos, ?com tremor e temor?, com zelo, com reverência. Em Romanos 8.1-17, Paulo já havia dito isso, quando orienta os cristãos a, vivendo no Espírito, deixarem morrer os feitos da carne.

Com os de fora, nossa vida deve ser irrepreensível, ou, dizendo de outra forma, as pessoas devem ver nossas boas obras e glorificar ao Senhor Jesus. Uma das maneiras de deixarmos marcas de um caráter cristão, conforme Paulo, é agirmos sem queixas e discussões. Jesus, no Sermão do Monte, já havia dito isso ao nos orientar a darmos a outra face a quem nos agride, caminharmos duas milhas se formos obrigados a caminhar uma, entregarmos a túnica, se alguém nos tirar a capa. Há uma geração que olha para a Igreja, buscando nela a diferença, buscando nela a luz que lhe permita escapar da escuridão.

A queixa constante revela ingratidão e insatisfação e é tão ruim estarmos com pessoas que se queixam todo o tempo! Rapidinho, damos um jeito de ficar longe delas, não è? E de gente briguenta, que reivindica tudo o tempo todo, que se incomoda se está bom, que vê um porquê atrás de todas as coisas. Costumamos até dizer que existem pessoas com estopim longo, com estopim curto e sem estopim e, parece que é desses dois últimos grupos que Paulo trata quando menciona agir sem discussões.

O apóstolo Paulo destaca, mais uma vez, nossas palavras como referenciais de nossa vida. Podemos ver a importância da palavra grata e da palavra branda no texto de Provérbios 15.1 e 2: ?A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira. A língua dos sábios torna atraente o conhecimento, mas a boca dos tolos derrama insensatez?. Como nos sentimos bem diante de quem é grato e com quem é brando no falar. Essas pessoas nos atraem e esse deve ser nosso modelo.

QUESTÕES:
1.O que significa: ?ter o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, o mesmo espírito e a mesma atitude?? E a criatividade e a expressão de discordâncias? Haveria espaço para elas na igreja? ]

2.Leia o texto de Fp 2.5-11 e explique o sentido da expressão: ter a mesma atitude de Cristo Jesus.

3.A salvação é um processo que deve ser desenvolvido e uma das etapas desse processo é a santificação. Como poderemos desenvolver nossa salvação ou buscar a santificação?

Outras

Relacionamentos inadequados

Santificando Nossas Atitudes (4)

O Lugar da compreensão na família

O poder destrutivo da defraudação

Ansiedade

Eu quero Deus

Vivendo nos "Braços do Pai"

Uma avaliação da vida (II Tm 1.3-7)

A possibilidade da nossa salvação (Lc 2.6,7)

No meio do caminho


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